segunda-feira, 9 de junho de 2025

Baralho Cigano - Preparação do ambiente e da mesa de jogo.

PREPARAÇÃO DO AMBIENTE

Se você for “jogar” as cartas para mais de um consulente no mesmo dia, recomenda-se que você tenha à mão uma solução feita com:

- 1 litro de álcool de cereais;

- 2 pedrinhas de cânfora;

- 3 galhinhos de alecrim fresco.

Coloca-se tudo diretamente no álcool e deixa-se descansar por um dia.

Isso é um meio rápido e eficaz de “descarregar” energias indesejáveis e de se reenergizar. Para isso, ponha um pouquinho do líquido nas palmas das mãos, esfregando-as e depois passando-as nas têmporas, nos braços e no resto do corpo, como se estivesse retirando algo que estivesse “grudado”.

Faça isso entre uma leitura e outra.

Sabemos que as formas-pensamento provenientes de outras pessoas e suas vibrações sutis podem ficar no ambiente e interferir em nosso estado psíquico e espiritual.

Há diversos meios eficazes para retirar as formas-pensamento do ambiente. Um deles é o uso de essências; a de alfazema, por exemplo, se borrifada sete vezes em cada canto da sala onde será realizada a leitura, é muito eficiente, propiciando imediatamente condições favoráveis à leitura das cartas.

Se você preferir, poderá usar incensos indianos como harmonizadores e purificadores, pois eles também são eficientes. Como todo o ambiente deve estar repleto de energia cigana, o melhor incenso é o de aroma de rosas (também pode ser o de rosa-musgosa, usado pelos Rosa-Cruzes) que, além de tudo, traz calma e saúde.

Outros incensos adequados são os de aroma de sândalo, protetor psíquico, e o de acácia, que favorece a meditação, a purificação do ambiente e o contato com os Elementais.


PREPARAÇÃO DA MESA

Ao ler as cartas do Baralho Cigano, é aconselhável que você esteja em sintonia com a energia cigana. 

O uso de roupas vermelhas ou amarelas, de brincos de argola, de lenços, de perfumes à base de rosas, jasmim ou alfazema ajudam a estabelecer essa ponte.

Em seguida, devemos preparar nossa mesa de trabalho, onde vão ser lidas as cartas.

A mesa deve ser coberta primeiramente com um grande lenço ou um pano bem colorido (que lembre a energia cigana), e depois com um pano branco.

Sobre a mesa (mas não sobre o pano branco) deve ser colocada uma rosa vermelha ou amarela (podem ser colocadas 3 ou 7, sempre números ímpares), já que a rosa é uma energia que se liga aos ciganos.

No canto esquerdo do pano, colocam-se 7 moedas douradas (atuais ou antigas ou estrangeiras) – É necessário usar sempre um objeto de metal que atraia a energia com a qual queremos trabalhar.

Nota do Blog: Recomenda-se utilizar moedas em quantidade ímpar, que representa movimento. Número par representa o equilíbrio estático, que não convém neste caso. Moedas antigas são muito indicadas, pois falam da propriedade que o dinheiro tem de circular, passar por várias mãos, e da importância de não retê-lo, mas trocá-lo pelo que nos é importante.

Sobre a mesa, no pano branco, devem estar os quatro elementos:

Fogo (paus), Terra (ouros), Ar (espadas) e Água (copas). Portanto, devemos utilizar:

a) Um copo com água e sal grosso;

b) Uma vela amarela – um ponto de luz, segurança e transmutação (queima) de energias intrusas. Ao acendê-la, devemos sempre fazer uma prece. Por exemplo:

“Em nome de Deus, eu acendo este ponto de luz”. 

Ou: “Toda e qualquer energia negativa que por aqui passar será transmutada. Que assim seja, amém ou namastê”.

c) Incenso em vareta ou tablete. O aroma poderá ser escolhido dentre os já citados ou de acordo com as necessidades do consulente. Por exemplo: o aroma de jasmim exorciza energias femininas negativas; o lótus atrai prosperidade e saúde; a flor de laranjeira ativa a energia sexual; a alfazema, além da energia cigana, serve de proteção às crianças; a canela é boa para purificar o ambiente e para pessoas doentes; o cravo, para problemas de comunicação, dor de garganta e para ativar o chakra da laringe.

d) Cristais e pedras – conversores e transmissores de energia. Dentro da água, ampliam seus efeitos. Os mais apropriados para favorecer uma leitura de Baralho Cigano são o ônix (atrai energia da matéria e é bom para ganhar bens materiais, dinheiro), o quartzo branco (limpeza e cura), citrino (ativa todas as glândulas e as suprarenais aqui são muito importantes) e o topázio (ativa a inteligência, a força mental e o crescimento material).

Uma vez que os cristais são conversores de energia, ao comprá-los, devem ser postos em um recipiente com água e sal grosso por 24 horas, e deixados ao sol por um dia. Assim, estarão livres de outras energias e prontos para ser usados. Essa operação deve ser repetida uma vez por semana (a cada 7 dias).


O Baralho Cigano, como um todo, é um instrumento de trabalho para percepção sensorial e extra-sensorial, um instrumento quase sagrado, captador de energias. Por isso, ele também requer cuidados especiais. Ao comprá-lo, ganhá-lo ou recebê-lo novo, é necessário “limpá-lo” (assim como qualquer outra coisa que compramos), passando-o três vezes no sentido anti-horário, e três vezes no sentido horário, sobre uma vela ou incenso, e dizendo:

“Estas cartas pertencem a mim, (dizer seu nome), e não permito que nenhuma energia negativa fique nelas ou em mim” (pondo a mão encima).

Deve-se passar essência de lótus no verso de cada carta fazendo o sinal da cruz, se o desejo for o de transformá-las num elemento de abundância.

Depois, deve-se pegar carta por carta, observando-as, e, por último, coloca-las na ordem numérica (se não estiverem), magnetizando-as e dizendo: “Eu tiro toda e qualquer energia que haja nestas cartas”.

O Baralho Cigano não deve ficar “jogado” em qualquer lugar. Por se tratar de um captador energético, deve ser envolto nos tecidos em que se faz a leitura (o pano colorido e o pano branco), junto com as pedras/cristais e moedas. Tudo isso deve ser envolvido por um pano violeta e colocado dentro de um saco plástico (que evita a saída de energia), que, por sua vez, deve ser guardado dentro de uma bolsa preta (para que outras energias não penetrem).  

(Cartas Ciganas, a estrada da vida - Margarita Fasanella Martinez - Editora Pensamento)


Alguns consulentes comparecem a uma leitura ou consulta de cartas com a ideia de que o cartomante não deve receber nenhuma informação do consulente. Nada poderia estar mais longe da verdade! Cartomante não é adivinho. Essas pessoas parecem não entender que responder a certas perguntas facilita a leitura, levando a uma melhor compreensão das mensagens. O questionário do cartomante geralmente inclui: idade, profissão, estado de saúde e estado civil. Responder a essas perguntas honestamente é vantajoso para o consulente. Isso fica mais claro ao considerarmos, por exemplo, que se uma pessoa é casada, qualquer leitura de carta que indique o estado civil do cliente terá pouco valor em termos de aplicação à sua situação específica. Entende-se que uma carta sempre tem mais de um significado e, portanto, o cartomante pode interpretar a linguagem daquela carta em particular com mais precisão. Situações semelhantes podem ocorrer em relação ao estado de saúde ou à profissão do consulente.

Os significados das cartas devem ser usados ​​como guias relacionados à leitura geral que está sendo realizada. Isso significa que os significados que melhor se encaixam nas ideias coordenadas serão escolhidos de forma lógica e razoável. Por exemplo, em uma leitura que descreve uma pessoa gentil, afetuosa e benevolente, os sentimentos negativos representados por outras cartas não devem ser considerados como influenciadores do significado geral do perfil previamente apresentado. Assim como as notas se combinam harmoniosamente na música, a leitura das cartas também deve ser interpretada o mais próximo possível das sugestões exatas das mensagens lidas, sejam elas adversas ou favoráveis ​​ao consulente. Portanto, cada carta representa diversas ideias, e uma delas será escolhida por ser a mais aplicável ao caso em questão na leitura.


domingo, 8 de junho de 2025

Fundamento Cigano para Proteção Física de um Ambiente

Todo local onde você for trabalhar a espiritualidade ou onde circulem pessoas, necessita de um "escoamento", retirada das energias que não deveriam estar ali, e contê-las na entrada.

Esta firmeza cigana deve ser colocada, de preferência, encima da porta, em uma prateleira.

Material:

1 tacho de cobre;

1 imã redondo;

1 sal grosso preenchido até a metade do tacho;

1 estrela de 5 pontas de aço;

6 pregos grandes - podem ser usados de duas formas: 

Ponta para baixo: para que ninguém tire você deste lugar (sua moradia ou negócio), ou Ponta para cima: Proteção.

1 carvão mineral.

Preparo:

Colocar dentro do tacho o imã ao centro, preencher com o sal, colocar a estrela ao centro do sal, colocar em volta os dentes de alho, intercalar com os pregos e, por último, colocar o carvão.

Acender uma vela, pedindo proteção aos mentores ciganos e à sua espiritualidade, para que protejam sua casa ou local de trabalho.

Após o término da vela, coloque o tacho onde ocorre a circulação de pessoas (entrada e saída).

Quando os pregos enferrujarem, o alho secar, retire tudo e jogue fora, substituindo por elementos novos. Só reutilize o tacho, o imã, e a estrela. O tacho pode ser limpo com sabão e vinagre, para retirar o zinabre que forma. 


terça-feira, 3 de junho de 2025

ORAÇÃO DOS QUATRO ELEMENTOS

 


"QUE A TERRA SEJA O NOSSO SÍMBOLO DE PROSPERIDADE, RENOVANDO-SE SEMPRE, PARA QUE POSSAMOS SEMEAR E COLHER TODOS OS SEUS FRUTOS BENDITOS PARA NOSSA TRANQUILA SOBREVIVÊNCIA.
QUE O AR NOS TRAGA O SOPRO MÁGICO DA VIDA E RENOVE A CADA DIA AS NOSSAS ENERGIAS FÍSICAS E A NOSSA SAÚDE.
QUE O FOGO SEJA A DEMONSTRAÇÃO VIVA DO AMOR, DA UNIÃO, DO CALOR HUMANO E DA HARMONIA QUE DEVE NOS LIGAR POR TODA NOSSA EXISTÊNCIA.
QUE A ÁGUA, FONTE CRISTALINA DE BENÇÃOS, LAVE E LIMPE NOSSAS VIDAS E NOS LIVRE DE TODA CARGA NEGATIVA QUE POSSA INTERFERIR EM NOSSO COMPORTAMENTO E ATITUDES PARA CONOSCO MESMOS E NOSSOS SEMELHANTES.
SALVE A MAGIA, A FORÇA E A LUZ DOS ESPÍRITOS CIGANOS!".

Outrora atribuía-se um grande poder à água, em especial a dos rios e mares. A água onde se mergulhavam carvões ardentes era indicada pelos adeptos da magia antiga como um esplêndido remédio contra o mau olhado. Esta crença no seu poder de proteger e purificar talvez tenha dado origem ao conceito da imunidade dos peixes e de sua inalterável saúde. Acreditava-se que a água do Jordão curava a lepra e na Índia o povo afirmava que a água do Ganges curava as infecções.

Do suposto poder protetor do fogo e da luz, que afasta os animais ferozes e exerce uma influência benéfica sobre o corpo, nasceu a ideia da purificação pelo fogo, fundamental em todas as raças primitivas, que se exprimia pelos archotes chamejantes dos rituais da antiga Babilônia, dos persas e dos espartanos.
Os exércitos eram precedidos por soldados com tochas de fogo. Na antiga medicina mágica dos assírios, o mago lançava ao fogo objetos combustíveis, pronunciando uma frase para afastar a doença e as impurezas.
O papel atribuído à terra, considerada simultaneamente como uma deusa e mãe, de onde tudo brota e para onde tudo volta, é naturalmente muito importante. Era prática frequente entre os primitivos enterrar os doentes, na convicção de que as doenças e suas causas ficariam encerradas no solo.
O homem também ia buscar no reino mineral vários remédios conhecidos desde o início da humanidade como as pedras preciosas, topázios, berilos, esmeraldas, safiras e pérolas. Acreditava-se que quase todos os metais, sobretudo o ouro, a prata e o ferro, tinham numerosos poderes terapêuticos.
O ouro e a prata eram tidos como excelentes remédios contra as más influências. O cobre e o bronze possuíam um poder mágico excepcional, embora considerado inferior ao do ferro, com o qual se forjavam as armas e os utensílios, o que demonstrava o seu grande poder protetor. O hábito de tocar no ferro para afastar o azar e todos os males - e mais tarde na madeira - é um vestígio desta crença. Posteriormente, outros metais foram conhecidos por seus poderes mágicos e curativos.

domingo, 1 de junho de 2025

CIGANOS, COMIDA & MAGIA



 

CHÁ CIGANO - Fogo, água e samovar de cobre

Os ciganos bebem esta bebida desde cedo, em baldes e samovares, antes do trabalho, em vez do café da manhã, até tarde da noite, quando várias famílias se reúnem sob o mesmo teto. A cigana serve o chá ao convidado em um copo transparente sobre um pires. Eles bebem chá como lanche.


Pique as seguintes frutas e coloque-as em um copo: maçã (atração do amor); uva (fertilidade em geral); damasco (afrodisíaco); limão sem casca (fortalece os canais espirituais e fecha-os para o mal) e morango (felicidade). Despeje encima das frutas chá preto recém-preparado (a casca da maçã é fervida junto, para abrir os canais do amor). Amasse com algo de madeira (pode ser o cabo de uma colher de pau) para tirar o sumo, mentalizando três pedidos: um pedido pessoal, um para uma pessoa querida e um para o bem de todos. Então despeje o chá no pires, segure-o com os dedos indicadores e polegares (formando pirâmide -Brahma, Vishnu e Shiva) e beba. 

As frutas podem ser comidas. Este chá também pode ser servido como oferenda a espíritos ciganos.

Isto é chá e compota, além de uma composição magística. 




COMIDA

Tradicionalmente, os hábitos alimentares dos ciganos foram condicionados por seu modo de vida nômade. Sua dieta consistia principalmente no que estava prontamente disponível, incluindo frutas silvestres, bagas, plantas folhosas, moluscos e pequenos mamíferos. À medida que os ciganos gradualmente entraram em contato com os habitantes das cidades, seus hábitos alimentares se adaptaram cada vez mais aos dos não ciganos.

O dia geralmente começa com um café preto bem forte, bastante adoçado com açúcar. O café, assim como o chá) é um alimento básico da vida dos ciganos para muitas tribos, e muitas xícaras podem ser consumidas ao longo do dia. Geralmente não há almoço, e o jantar é servido ao pôr do sol ou, como a comida geralmente fica no fogão a tarde toda, sempre que alguém estiver com fome. O elemento básico deste jantar é uma sopa de legumes espessa e gordurosa, ou ensopado, com quaisquer vegetais ou verduras disponíveis. Geralmente, ele fica ainda mais substancioso com a adição de batatas, arroz ou macarrão. Às vezes, é servida carne, geralmente grelhada ou cozida no espeto. O alho é um tempero muito usado. Algumas tribos às vezes servem bolos de milho em vez de pão. Água é a bebida mais frequentemente servida durante uma refeição.

Eventos cerimoniais como batizados, casamentos e festivais religiosos são ocasiões para atividades comunitárias e compartilhamento. Enormes quantidades de comida e bebida são consumidas durante essas celebrações, e o preparo é longo e entusiástico. A carne de porco é temperada com alho e colocada sobre brasas ou pedras em brasa, com a pele e tudo. Dessa forma, ele cozinha em seu próprio suco.  Frango e outras aves também podem ser preparadas dessa maneira. Nessas ocasiões especiais, cerveja, vinho e outras bebidas destiladas substituem a água na refeição.




Bokmoro (Pão Cigano da Sorte).

  Este é um Manrô (pão) cujos ingredientes tem um significado específico: a farinha simboliza o corpo físico; o fermento - o crescimento do espírito; a água - exprime o eterno; o açúcar – delicadeza; o ovo - manifestação; o alho afasta o mal; o azeite de oliva, representação do sagrado; o sal para banir e limpar as impurezas; a pimenta-do-reino para purificação; o mel – amor e paz. Coloca-se também uma moeda no meio da massa, como forma de pagamento ao carma.

   As proporções podem variar muito. Este pão deve ser assado à noite ou após o pôr do sol. Na manhã seguinte, eles quebram um pedaço do pão e jogam nos quatro cantos do acampamento (para os não ciganos, seria a própria casa). O pão restante é espalhado ao redor do perímetro do acampamento (ou da casa) como oferenda às criaturas que vivem em torno dos ciganos.

COMIDA E SUPERSTIÇÃO


Muitas superstições estão relacionadas à cozinha. Sejam elas de boa ou má sorte, os ingredientes mais comuns estão no centro da maioria dos rumores: produtos que, dependendo dos gestos e de como são usados, podem representar um perigo iminente ou a salvação de um destino cruel. Aqui estão as crenças populares mais conhecidas relacionadas à mesa.

Alho

Considerado por muito tempo o antídoto por excelência contra vampiros, o alho é um símbolo de boa sorte e um excelente remédio contra o mau-olhado. Segundo antigas crenças napolitanas, também compartilhadas com a Úmbria, Marche e Calábria, engolir um dente de alho inteiro em jejum traz muita sorte (para muitos, é simplesmente uma panaceia para a saúde). Na Grécia, porém, basta pronunciar a palavra "aglio" ( skórdo ) para garantir boa sorte: ainda hoje, aliás, muitas cerâmicas tradicionais penduradas nas portas retratam uma cabeça de alho. Por fim, na Polônia, um antigo costume dita que qualquer pessoa que mencione a palavra cobra na presença de crianças é obrigada a comer um dente de alho, para afastar a energia negativa e maligna que a figura do réptil carrega consigo.


Casca de banana

No Vietnã, justamente por esse motivo, é desencorajado comer bananas antes de eventos importantes, sejam competições esportivas, entrevistas de emprego ou provas. O motivo? O risco de "escorregar" — metaforicamente falando — e reprovar na prova. No Reino Unido, existe uma superstição semelhante, desta vez enraizada na tradição marítima: assim como o guarda-chuva, as bananas são estritamente proibidas em barcos. É difícil rastrear a origem dessa superstição que, segundo alguns, também deriva do risco de escorregar na casca.


Cebola

Não apenas o alho: as cebolas também podem ser uma aliada valiosa, especialmente nos países anglo-saxões. Entre os muitos costumes antigos, estava o de colocar uma cebola debaixo da cama de uma pessoa doente ou pendurá-la em casa para afastar germes e possíveis doenças. Ela também era usada para tomar decisões importantes: cada bulbo era associado a uma opção diferente e, uma vez plantado, o primeiro a brotar representaria a escolha certa.


Borra de café para prever o futuro

A cafeomacia, a técnica de leitura da borra de café para prever o futuro, é uma tradição de origens antigas, praticada exclusivamente com café turco e uma xícara branca que destaca os vestígios deixados pela bebida. É um ramo distinto da tasseomacia, mais geral, que inclui a interpretação da borra de chá , uma disciplina que começou a se difundir na Europa a partir de meados do século XVII. Mas voltando ao café: borra à parte, para os gregos, esse ouro negro podia indicar a sorte de uma pessoa , até mesmo com base nas minúsculas bolhas que se formam na superfície. Se elas recuam, prevê-se um futuro difícil, enquanto que, se aproximam, são sinal de serenidade.


Talheres

Para os supersticiosos, existem regras muito específicas no que diz respeito aos talheres e à louça. A faca e o garfo nunca devem ser cruzados , um sinal de desrespeito à crucificação de Jesus, e, acima de tudo, nada de toalhas de mesa brancas : ou melhor, podem ser usadas, mas nunca devem ser deixadas durante a noite, pois lembram lençóis de funeral. Além disso, não se esqueça do número de convidados, nunca treze , uma antiga crença ligada à Última Ceia na religião cristã.


Hashis, Pauzinhos

No Reino Unido, porém, não se deve dar uma faca de presente, pois isso significa que você pretende cortar relações com a pessoa. Existem também sinais auspiciosos: para os russos, uma colher que cai indica a chegada de um visitante (especificamente, uma mulher se for uma colher, e um homem se for uma faca). Não são apenas os talheres ocidentais: os pauzinhos orientais também têm suas próprias lendas. Entre elas está a posição em que são usados: segurá-los perpendicularmente ao prato, ou verticalmente, é considerado azar, pois lembram o incenso usado em funerais.


Lentilhas

Indispensáveis ​​na véspera de Ano Novo, as lentilhas são um precioso amuleto da sorte na Itália, um sinal de prosperidade futura. Esse costume tem suas raízes na Roma Antiga, quando, no início do ano novo, era costume presentear com uma bolsa de couro — chamada scarsella — cheia de lentilhas, que, segundo a lenda, se transformariam em moedas.


Macarrão

Símbolo de longevidade e saúde, o macarrão na China nunca deve ser quebrado, nem com pauzinhos nem com os dentes, caso contrário, você corre o risco de encurtar sua vida.

Óleo derramado

Um dos produtos em torno dos quais giram mais lendas: antes de mais nada, se cair, é uma boa ideia jogar um pouco de sal por cima para afastar qualquer infortúnio iminente. Assim como com o sal, a razão para esse ditado popular reside simplesmente no alto valor que produtos semelhantes sempre tiveram: ingredientes valiosos, essenciais para cozinhar, mas principalmente para a conservação de alimentos, o azeite e o sal eram matérias-primas caras que exigiam cuidado; desperdiçá-los era sinal de má sorte.


Antídoto contra o mau-olhado

O óleo, porém, desempenha um papel duplo no mundo das superstições: é, na verdade, um aliado valioso para afastar o mau-olhado, uma das crenças populares mais antigas e profundamente enraizadas em nosso país, segundo a qual o olhar de uma pessoa pode ter efeitos negativos sobre outra. Para detectar possíveis feitiços, em pequenas aldeias do sul, sempre se utilizou um recipiente com água e óleo. Existem muitas maneiras diferentes de verificar a presença de um feitiço: alguns dizem que a mancha de óleo deve se desintegrar, outros acreditam que ela deve aumentar, mas o antídoto, como sempre, é um segredo bem guardado e varia de pessoa para pessoa.


Pão de cabeça para baixo

Um produto tão precioso que, se caísse no chão, tinha de ser beijado antes de ser colocado de volta na mesa, um costume que ainda persiste em muitas aldeias. No entanto, cuidado ao servir pão de cabeça para baixo , pois era sinal de má sorte. Este antigo rumor remonta ao século XIX e está ligado à figura dos carrascos. Solitários e ostracizados, estes indivíduos não gozavam de boa reputação: eram alvo de diversas brincadeiras e assédios por parte da comunidade. Entre elas, a brincadeira dos padeiros que, em sinal de desprezo, lhes entregavam pão de cabeça para baixo.


Pão de sanduíche

Uma lenda popular conta que foi exatamente por isso que nasceu o pancarré: Piero Pantoni — segundo a tradição, o carrasco de Turim que realizou o último enforcamento em 1864 — apelou às autoridades, exigindo que os padeiros servissem o pão a todos os clientes de cabeça para baixo, independentemente da classe social. Para contornar a sentença, os artesãos inventaram então um novo tipo de pão em forma de tijolo, praticamente igual dos dois lados. Dessa forma, os carrascos ficavam satisfeitos, enquanto os padeiros podiam continuar a zombar deles sem que percebessem.

Alveolação, O outro lado do pão

Na Inglaterra, porém, os rumores em torno do pão assumem um tom mais sombrio. Sinal de boa fermentação, hidratação adequada e alvéolos de ar perfeitos, os grandes buracos no miolo representam os caixões dos falecidos para os ingleses e, portanto, são um presságio de morte. Além disso, antes de assar, os padeiros do passado (e não apenas os ingleses) costumavam entalhar uma cruz na massa, uma técnica que impede que a massa cresça excessivamente, mas que na verdade esconde um significado oculto: a marca serve para impedir que espíritos malignos se instalem no pão.

pimentas vermelhas

Um verdadeiro amuleto contra o mau-olhado, mas também contra a infidelidade: antigamente, em muitas aldeias, os cônjuges que suspeitavam de traição deixavam duas pimentas vermelhas debaixo do travesseiro do parceiro. Isso os ajudaria a reconquistar o coração dele(a).


Arroz em casamentos

Não existe casamento sem arroz . Tudo começou na Roma Antiga, quando os recém-casados ​​recebiam grãos de trigo como um desejo de felicidade e prosperidade. Uma das teorias mais aceitas é que, quando o trigo se tornou escasso, foi substituído pelo arroz, que era mais barato e mais fácil de encontrar. Mas também existe um conto chinês que narra a história de um gênio que arrancou os próprios dentes para plantá-los na terra e salvar seu povo da fome. Plantas de arroz floresceram nos campos, representando fertilidade e nova vida a partir daquele momento.

Sal derramado

É um fato bem conhecido: se o sal cair no chão, é sinal de má sorte. Afinal, desde os tempos dos antigos romanos, era considerado um produto raro e especial, tanto que os soldados eram pagos com ele. A própria palavra "salario" significa "ração de sal" e deriva desse costume. Historicamente usado para conservar os alimentos frescos, ainda é um item básico nas mesas de todo o mundo. Mas se você deixar cair um pouco, não se desespere; basta jogar três punhados por cima do ombro para afastar o azar.

Da Rússia, porém, vem uma história mais romântica. Se uma mulher usa muito sal na culinária, diz-se que está apaixonada: por isso, as noivas, para agradar aos sogros, sempre adicionam mais sal do que o necessário aos pratos.


Maionese

Tabus: Mulheres, Menstruação e Culinária
Parece improvável hoje em dia que a menstruação — há muito um dos tabus mais silenciosos em sociedades ao redor do mundo — possa de alguma forma influenciar as habilidades das mulheres. No entanto, muitos mitos falsos cercam esse fenômeno natural do corpo feminino, desde espelhos que se tornam opacos até ferro que enferruja ou marfim que perde o brilho. A comida também não é motivo de riso: segundo crenças antigas, o ciclo menstrual tem o poder de azedar o vinho. Sem falar no preparo da maionese, que jamais deveria ser confiado a uma mulher durante esse período. Uma explicação plausível para essa crença tem sido buscada há tempos, mas a única hipótese (surreal) é a das constantes alterações hormonais, que fariam com que as mulheres exibissem gestos com as mãos menos precisos.

Xícara de chá
Chá com leite

A tradição britânica do chá da tarde conquistou o mundo. Mas como preparar uma boa xícara? Para os supersticiosos, o melhor é ter em mente uma regra estrita: depois de servir a bebida, adicione primeiro o açúcar e, por último, o leite. Quem inverter essa ordem perderá o casamento.

Bolo de aniversário

Essa é talvez uma das crenças menos conhecidas e mais surpreendentes. Apesar da canção ritual para o aniversariante, parece que a origem do tradicional bolo de aniversário está na necessidade de afastar os maus espíritos. Mais especificamente, o momento em que as velas são apagadas representa um ritual supersticioso contra energias negativas. E nós que pensávamos que era para fazer um pedido...



Ovos, símbolo de nova vida.

Emblema do renascimento, mas também de proteção, e um dos presentes mais utilizados pelos povos antigos, o ovo é sinônimo de nova vida: se houver duas gemas na casca, diz-se ser sinal de um nascimento iminente, alguns dizem que de gêmeos. No entanto, existe outra lenda, mais sombria e perturbadora, a respeito da casca : uma vez quebrada, ela deve ser completamente esmagada antes de ser jogada fora, caso contrário, poderia se tornar uma isca para o diabo, que felizmente faria ninho em seu interior.


As uvas: 12 uvas para 12 meses

Uma tradição típica dos países espanhóis e sul-americanos, que sempre se repete nos últimos 12 minutos da véspera de Ano Novo, antes da meia-noite: 12 uvas , uma para cada mês do ano que se inicia. Para cada uva comida, faz-se um pedido para o ano novo.


Vinho

Ao contrário do sal e do azeite, o vinho derramado na mesa não traz grande azar. Aliás, se você recolher um pouco com os dedos e esfregar atrás das orelhas, é sinal de boa sorte. Mas tenha cuidado ao servir: com o dorso da mão virado para cima. A origem desse antigo ditado remonta à Idade Média, quando se colocava veneno junto com a bebida. Esse veneno, escondido em um anel, escapava quando a garrafa era virada de cabeça para baixo. Assim, o gesto elegante de servir um convidado podia se transformar em traição (razão pela qual, ainda hoje em Roma, o gesto errado é chamado, no dialeto local, de " gesto de traição ").









TABUS CIGANOS

 TABUS CIGANOS

A maior parte da sociedade cigana depende fortemente de distinções entre comportamento puro (vujo ou wuzho) e poluído (marimé). Marimé tem um significado duplo para os ciganos. Refere-se tanto a um estado de poluição ou contaminação quanto à sentença de expulsão imposta por violação das regras de pureza ou qualquer comportamento perturbador da comunidade cigana. Poluição e rejeição estão, portanto, intimamente associadas uma à outra. Os tabus da poluição e seus nomes variam de grupo para grupo e, frequentemente, entre unidades ciganas menores. No entanto, os ciganos se definem em parte por sua adesão a esses rituais de limpeza. Pode haver distinções de classe entre alguns ciganos, com base em quão estritamente indivíduos ou famílias mantêm distinções entre pureza e impureza.

O conceito de marimé aplicado à higiene pessoal significa "sujo" ou "poluído". Grande parte dele decorre da divisão do corpo da mulher em duas partes, acima da cintura e abaixo da cintura. Uma mulher é limpa da cintura para cima e "poluída" da cintura para baixo. Não há vergonha (lashav), conectada com a parte superior do corpo. A parte inferior do corpo é, no entanto, um objeto de vergonha (baro lashav), porque está associada à menstruação. O fato de o sangue fluir sem ferimentos parece ser a prova de uma impureza corporal. Este conceito de marimé, aplicado às mulheres, é uma explicação em muitas tribos para o fato de as mulheres ciganas usarem saias longas e o fato de que a parte inferior dessas saias não deve tocar em um homem que não seja o marido da mulher cigana.

Tradicionalmente, uma mulher em uma casa não deve passar na frente de um homem, nem mesmo entre dois homens. Ela deve contorná-los para evitar "infectá-los". Nas refeições, os homens devem ser servidos por trás pelo mesmo motivo. Se uma mulher cigana não estiver usando a tradicional saia longa, ela deve cobrir as pernas com um cobertor ou casaco ao sentar-se.

Muitas das leis tradicionais de higiene lidam com a água. Por exemplo, os ciganos devem se lavar apenas em água corrente. Um chuveiro seria aceitável, mas um banho de banheira não, pois a pessoa estaria sentada ou deitada em água suja e parada. A louça não pode ser enxaguada na mesma pia ou bacia usada para lavar roupas pessoais. A pia da cozinha é usada apenas para lavar louça e, portanto, nunca pode ser usada para lavar as mãos. Além disso, roupas femininas e masculinas não podem ser lavadas juntas, devido às impurezas do corpo feminino.

Certas tribos ciganas estabeleceram regras específicas e muito rígidas para a retirada de água de um rio ou córrego. A água do ponto mais distante a montante, portanto a mais pura, é usada para beber e cozinhar. A jusante, a água é usada para lavar louça e tomar banho. Mais abaixo, a água é usada para lavar ou alimentar cavalos. Mais abaixo, lavar roupas é apropriado, e no ponto mais distante, lavar as roupas de mulheres grávidas ou menstruadas. Para garantir que não haja impurezas, baldes separados são sempre usados ​​para os diferentes usos da água.

Algumas regras tradicionais podem fazer sentido para os não ciganos. As superfícies das mesas usadas para comer são mantidas impecáveis. Lenços para assoar o nariz são malvistos, preservam a sujeira do nariz. Por esse motivo, os ciganos preferem assoar o nariz com material descartável. De qualquer forma, após assoar o nariz ou espirrar, é preciso lavar-se antes de comer.

Para alguns, o código marimé de poluição pode parecer injusto para as mulheres. No entanto, o código marimé também confere às mulheres grande poder entre os ciganos, tão grande é a ameaça da poluição. Meninas pré-adolescentes e mulheres mais velhas são colocadas em uma categoria diferente das outras mulheres, porque não menstruam. Isso lhes dá mais liberdade e lhes permite interagir socialmente com homens com menos restrições.

Existem remédios ou punições para uma pessoa infectada, ou marimé. Ofensas menores, claramente não intencionais, podem ser perdoadas por aqueles presentes no momento em que a ofensa é cometida. As mais graves devem ser tratadas pela comunidade e, em alguns casos, pelo Kris.


TABUS CIGANOS EM RELAÇÃO A ALGUNS ANIMAIS

Os tabus do Marimé também se estendem aos animais, desde a comestibilidade de certos tipos de carne até a posse de animais de estimação. É proibida a crueldade contra animais e eles só podem ser mortos para alimentação. Os Sinti consideram o consumo de carne de cavalo uma ofensa grave, assim como outras tribos. A exclusão da carne de cavalo tem mais a ver com respeito do que com a Marimé, já que o cavalo foi muito importante para a mobilidade e sobrevivência dos Roma no passado.

Cães e gatos são considerados impuros devido aos seus hábitos de vida impuros. Os ciganos consideram os gatos particularmente impuros porque lambem as patas depois de enterrar as fezes. A preocupação crucial, assim como acontece com os cães que se lambem, é que a impureza do mundo externo pode contaminar a pureza do eu interior se for permitida a sua entrada no corpo pela boca. Os gatos também são um sinal de morte iminente para muitas tribos; não permitem que gatos se aproximem de uma gestante, pois eles tentarão tirar o fôlego do bebê. Gatos são animais sobrenaturais. Se um gato pisar em uma casa, trailer ou automóvel, uma cerimônia de purificação pode ser necessária. Os cães também são impuros, mas em menor grau. Os cães são tolerados fora de casa devido ao seu valor como cães de guarda.

Corvos e corujas (mochos) são consideradas presságios de morte, assim como em muitos grupos não ciganos. Em algumas tribos, o canto da coruja é considerado um sinal de muito azar (bibaxt). Por esse motivo, corujas são evitadas como alimento ou animais de estimação. Ver pássaros mortos é um péssimo presságio. Sapos também não são permitidos porque dizem que o diabo alimenta as pessoas no inferno com sapos. Ver um coelho dá sorte, tem algo a ver com receber dinheiro. Ver pombas significa que elas foram enviadas do céu por entes queridos que já faleceram.